Se você passou algum tempo no TikTok ou no Instagram nos últimos meses, provavelmente encontrou vídeos da estética Bobbie Goods: traços suaves, cores pastéis, desenhos que parecem simples, mas carregam algo familiar e reconfortante. O fenômeno se espalhou rápido, atravessando nichos de arte, papelaria, produtividade estética e até influenciando criadores de conteúdo que nunca haviam segurado um caderno de desenho.
Mas por que isso aconteceu?
Por que milhões de pessoas foram atraídas por um estilo tão minimalista e, ao mesmo tempo, tão específico?
A resposta pode parecer óbvia à primeira vista — “porque é bonito” — mas não é. A real razão por trás da febre Bobbie Goods está em um elemento invisível, poderoso e que muitas vezes os criadores do digital subestimam: o storytelling.
A estética é apenas a porta de entrada. O que realmente cria viralização é a história que a estética carrega. Bobbie Goods não viralizou porque fazia desenhos fofos. Viralizou porque cada traço, cor, textura e cenário comunicava uma narrativa silenciosa sobre conforto, rotina, calma e pertencimento. Algo que as pessoas estavam desesperadas para sentir.
Essa é a força do storytelling: ele faz você se ver dentro da cena, mesmo que ninguém conte uma palavra.
Criadores muitas vezes acreditam que viralizam por causa de um filtro, de um equipamento caro ou de uma técnica secreta. Mas quando você observa movimentos culturais que realmente crescem — como Bobbie Goods — percebe que eles são construídos sobre uma base emocional, não técnica. São histórias que se expressam através da estética.
E aqui está um ponto crucial: storytelling visual não é sobre escrever — é sobre provocar sensação.
É por isso que vídeos de rotina estética viralizam. Não é a rotina em si. É a narrativa emocional por trás dela: segurança, suavidade, ordem, acolhimento.
Quando você entende isso, a criatividade deixa de ser um dom misterioso e passa a ser um processo consciente. Você não depende mais de inspirações aleatórias, e sim de compreender o que sua audiência está sentindo — e o que ela deseja sentir através do seu conteúdo.
É exatamente nesse ponto que muitos criadores se perdem: eles tentam copiar a estética, mas esquecem de copiar o sentido. A estética é a embalagem. A história é o que faz alguém segurar o produto.
Criatividade: um processo, não um raio que cai do céu
Quando a gente olha para Bobbie Goods, parece fácil. Parece natural. Parece talento puro. Mas criatividade não funciona assim. Criatividade é, quase sempre, uma combinação inteligente de referências, escolhas e repetições.
E é aqui que entra uma indicação de leitura obrigatória para quem cria no digital : o livro “Roube como um Artista”, de Austin Kleon.
Verdadeiro manifesto ilustrado de como ser criativo na era digital, Roube como um artista, do designer e escritor Austin Kleon, ganhou a lista dos mais vendidos do The New York Times e figurou no ranking de 2012 da rede Amazon ao mostrar – com bom humor, ousadia e simplicidade – que não é preciso ser um gênio para ser criativo, basta ser autêntico. Baseado numa palestra feita pelo autor na Universidade do Estado de Nova York que em pouco tempo se viralizou na internet, Roube como um artista coloca os leitores em contato direto com seu lado criativo e artístico e é um verdadeiro manual para o sucesso no século XXI. Nesta obra, Austin mostra através de mensagens positivas um olhar gráfico diferenciado, ilustrações, exercícios e exemplos de como o leitor pode “ativar” seu lado criativo.
Esse livro explica exatamente o que muitos criadores não têm coragem de admitir: ninguém cria do zero. Todo artista, todo videomaker, todo ilustrador e todo storyteller constrói algo novo combinando elementos antigos.
Bobbie Goods fez isso de maneira primorosa.
E você também pode.
A diferença está em como você absorve referências, como as mistura e, principalmente, como conta histórias através delas.
Não importa se você trabalha com:
– vídeos
– edição
– IA
– marketing digital
– design
– storytelling
– ou criação de conteúdo para marcas
Storytelling é a camada invisível que transforma seu trabalho de “técnico” para “memorável”.
A narrativa que você vende é mais importante que o conteúdo que você posta
Um criador que posta vídeos bonitos é apenas mais um criador.
Mas um criador que posta vídeos que fazem as pessoas sentirem algo se torna impossível de ignorar.
É isso que Bobbie Goods alcançou: um posicionamento emocional.
Os vídeos dela não eram apenas desenhos; eram sensações.
Não eram apenas rotinas; eram lugares seguros.
Não eram apenas cores; eram atmosferas.
E quando o público percebe uma narrativa emocional consistente, ele se aproxima, se engaja, compartilha — e permanece.
Por isso, se você quer crescer no digital, não basta aprender técnicas.
É preciso entender por que alguém clicaria no seu vídeo e, principalmente, por que alguém voltaria a ver outro.
E isso só acontece quando o conteúdo carrega significado. Quando existe alma.
Quando existe história.
O que você pode aprender e aplicar hoje
Se você quer criar conteúdo que realmente se destaque — seja no Instagram, TikTok ou no seu blog — comece não pela estética, mas pelo sentimento.
Pergunte-se:
- O que essa imagem ou vídeo faz alguém sentir?
- Qual narrativa silenciosa estou contando aqui?
- Essa estética representa uma sensação desejada pelo meu público?
- Como posso transmitir propósito através de forma, cor e ritmo?
Criadores que dominam esse processo não apenas crescem — eles se tornam referência.
E referência é o caminho mais rápido para autoridade, clientes e oportunidades.
Conclusão: a estética chama atenção, mas a história é o que faz ficar
Bobbie Goods não viralizou por acidente, não viralizou por acaso, viralizou porque entendeu que estética é apenas um meio, e que a verdadeira conexão surge da história que a estética carrega.
E você, como criador no digital — seja editor, roteirista, designer ou storyteller — pode usar esse mesmo princípio para transformar completamente a forma como produz, se posiciona e se diferencia.
Criatividade não é sorte, Criatividade é direção e storytelling é o mapa.
Gosta de vídeos com storytelling? Convido você a visitar o canal Will Te Ajuda no Youtube por isso vou deixar um vídeo aqui e se quiser conhecer mais sobre meu trabalho é só clicar aqui.